22.3.08
14.2.08
o putozinho inocente da esquina. Vejo-o desde que nasceu, há uns 7 anos, nao sei bem, mas sei que as minhas brancas desde então cresceram exponencialmente. alias, agora, todo o meu cabelo é uma replica do topo da serra da estrela, sinto me imaculada. mas o puto, o puto tem piada. o seu tom de pele é claro, sem manchas da vida e os seus cabelos escuros voam soltos quando ele corre. as vezes, ele passa pela minha porta e entra, com uma certa vergonha e ao mesmo tempo desenvoltura e senta-se no sofá a meu lado. eu costumo ter um pratinho de bolachas na mesinha, enquanto vejo televisao, ele tira sempre três, é um miúdo guloso mas querido no final de contas.
Após alguns minutos a ouvi-lo mastigar as bolachas, ele pergunta "como estás?" e eu sorrio, feliz por alguém ainda querer ouvir as historias desta velha de cabelos brancos. e eu digo "bom, joão, hoje estou com vontade de te contar uma historia" e assim começo a partilhar as minhas memorias com este miúdo vivaço que me come cerca de 36 bolachas mensalmente, 432 ao fim de um ano talvez. Um dia começo a contabilizar quantos kilos de farinha dou eu a este puto traquina cujos ouvidos estão sempre abertos para mim.
Por
Matilde
às
22:41
2
elefantes cor-de-rosa
5.2.08
era engraçado o modo como ela sorria ao de leve debaixo do sol, como as madeixas cor de cobre brilhavam quando ela penteava o cabelo com os dedos. sentava-se na relva e levantava o queixo, sentindo a luz a passar lhe pelas pálpebras. ela nao passava de uma miuda normal, como um aspecto normal, mas ela brilhavam no meio de todos nós. não nos era superior, nao nos olhavam com desdém mas irradiava algo que nao cheguei a perceber.
quando a ouvia, sentia as ondas da voz dela a passaram por mim e a levaram me tudo o que era mau. lembro-me disso e começo a tremer, sinto o frio de ja nao a ter cá.
Por
Matilde
às
22:05
2
elefantes cor-de-rosa
21.1.08
15.1.08
31.12.07
Resolução da minha mãe para o ano de 2008:
encarcerar a Matilde em casa!
Bom ano para todos e principalmente para mim.
algum desejo?
sim, ter um ataque de raiva nas primeiras horas do ano!
Por
Matilde
às
18:07
4
elefantes cor-de-rosa
28.12.07
26.12.07
462-0614
I get many phone calls now
they are all alike.
"are you Charles Bukowski,
the writer?"
"yes," i tell them.
and they tell me
that they understand my
writing,
and some of them are writers
or wat to be writers
and they have dull and
horrible jobs
and they cant face the room
the apartment
the walls
that night -
they want somebody to talk
to,
and they cant believe
taht i cant help them
that i dont know the words.
they cant believe
that often now
I double up in my room
grab my gut
and say
"Jesus Jesus Jesus, not
Again!"
they cant believe
that the loveless people
the streets
the loneliness
the walls
are mine too.
and when i hang up the phone
they think i have held back my
secret.
i dont write out of knowledge.
when the phone rings
i too would like to hear words
that migth ease
some of this.
thats why my number's
listed.
Charles Bukowski
Por
Matilde
às
23:06
0
elefantes cor-de-rosa
Também eu posto às (quase) 4h da manhã!
nao gosto que guardem o pao no mesmo armario do chá, depois sabe-me mal...
Por
Matilde
às
03:57
3
elefantes cor-de-rosa
23.12.07
Eram 17.01 e estava na praça no meio de muita gente.
"e se me atirasse ao chão e começasse a rebolar?"
A Cláudia olhou para mim com cara de parva e aí percebi o estado da minha sanidade.
Por
Matilde
às
17:43
1 elefantes cor-de-rosa
22.12.07
FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA FREIRA.
Por
Matilde
às
17:20
1 elefantes cor-de-rosa
21.12.07
peguei no carro às 5h da manhã. supostamente deveria ir para o trabalho pois demoro 1 hora e 20 minutos a lá chegar e começo logo às 6h30. acho desumano que as pessoas comecem a trabalhar tão cedo pela manha, por que devemos nós estar num escritório quando nem o sol acordou? não faz sentido. fiquei chateado logo a essa hora, o carro não pegava, bati com a porta e comecei a dar pontapés nas jantes. como não é a primeira vez que isto acontece, as jantes já têm varias moças dos meus pontapés. acho que é a única coisa em que realmente bato, no meu carro. agora que penso, acho que sou mesmo ingrato ao fazê-lo, coitado nunca me insultou... ao fim de 36 minutos de violência e amor, o carro acabou por pegar e la fui eu estrada fora.
uma vez matei na estrada, alias, varias vezes tendo em conta todos os insectos que ficam no meu para-brisas todos os dias. acho quase artístico ver as pequenas manchas de sangue que pintam o vidro quando os pequenos mosquitos chocam a alta velocidade no meu carro. Mas não é disso que quero falar, não, não vou falar da morte. hoje o sol acabou por nascer mesmo antes de entrar no escritório, isso merece um dia feliz. mesmo assim, às vezes penso que a morte é demasiado falada. pensamos demasiado no fim, o que realmente me importa é o café que bebo neste momento, das borras do café que vão ficar no fundo da chávena, do pires que tem manchas de qualquer que não sei dizer.
hoje atropelei um pombo e acho que o vou cozinhar logo à noite.
Por
Matilde
às
19:08
0
elefantes cor-de-rosa
19.12.07
o senhor José levantou-se às 5 da manhã e foi de chinelos à casa de banho. fez chichi, segurando o seu encarquilhado pénis com uma folhinha de papel higiénico, enquanto pensava "como a vida está cara…". o senhor José suspirou quando a ultima pinga de chichi caiu na imensidão da sua retrete, puxou as calças para cima e foi lavar os dentes, reflectindo sobre os dentes que tinha tirado ao longo da vida. tinham sido muitos, infelizmente, demasiados pois agora já não conseguia mastigar sem a ajuda da sua dentadura. mesmo assim não tinha vergonha de sorrir e fazia-o sempre que podia. O senhor José sorriu pela janela e os pássaros voaram das arvores às 5 e 11 da manhã.
Por
Matilde
às
21:20
0
elefantes cor-de-rosa
16.12.07
"Vem! Vamos andar de bicicleta!"
E foi a partir daí que o vento começou a lavar-me a face com tamanha rapidez, de negro passei a branco e o vento, o vento lambia me a cara a uma velocidade estonteante. Seguía a saia dela, branca e leve, à minha frente, ela ondulava no vento e eu quase conseguía sentir o algodão a roçar me na cara. e seguía até ao fim da estrada onde parámos e olhamos o sol poente de mãos dadas.
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Matilde
às
19:06
0
elefantes cor-de-rosa
14.12.07
13.12.07
a frase mais feliz que escrevi nestes últimos tempos:
Maravilhosas coisas que me encantaram dias a fio.
Por
Matilde
às
22:12
0
elefantes cor-de-rosa
12.12.07
pequenas formigas seguem um rasto invisível de amizade, quando andam numa fina fila indiana.
são pequenas formigas que eu já provei, em miúda, quando um dia decidi come-las. não sei a que sabiam, perderam se no meio da minha saliva, talvez ainda uma delas esteja num canto da minha boca. talvez um dia o zé fique com uma em cima. eu não sei, mas as formigas eram giras.
Por
Matilde
às
22:20
3
elefantes cor-de-rosa
9.12.07
Ontem à tarde fui ao Pingo Doce e apercebi-me que passaria a gastar 8€ todos os meses.
Por
Matilde
às
13:13
1 elefantes cor-de-rosa

